

Intervenção clínica ou interferência?
Reflexões éticas e clínicas sobre presença, cuidado e intrusão na prática psicoterapêutica Na prática psicoterapêutica, a intervenção é frequentemente associada à competência técnica, à implicação do psicoterapeuta e à sua capacidade de facilitar mudança. Existe uma expectativa implícita, por vezes também internalizada pelo próprio clínico, de que intervir é sinal de presença, enquanto não intervir pode ser confundido com passividade ou falha. No entanto, a experiência clínic


Desconfiança, confiança e psicoterapia: uma perspetiva clínica
É comum pensar que a desconfiança é uma forma de autoproteção psicológica. Muitas pessoas sentem que desconfiar é prudente, evita desilusões e mantém algum controlo. Em contexto terapêutico, esta ideia aparece frequentemente associada a “defesa emocional”. No entanto, a investigação psicológica contemporânea mostra que a desconfiança constante , quando deixa de depender de situações concretas, tende a gerar mais sofrimento do que segurança (Mikulincer & Shaver, 2016; Thielman


































